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Vacinação contra aftosa em Minas alcança 98,67% de cobertura em maio

A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra Febre Aftosa de 2010, encerrada no dia 31 de maio, teve um saldo positivo em relação ao mesmo período do ano passado, em Minas Gerais. O índice de vacinação esse ano, 98,67%, foi maior do que o obtido na etapa de 2009, 97,74%.

Os produtores rurais tiveram até o dia 14 de junho para comprovar, nas unidades do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) de seus municípios, a imunização de seus animais. A grande adesão na campanha demonstrou que os 353.296 mil produtores que têm na pecuária o seu sustento estão cada vez mais conscientes sobre a importância de manter Minas como área livre da doença com vacinação.

A etapa envolveu 22.478.628 milhões de bovídeos de todas as idades, nos 853 municípios do estado, em aproximadamente 415 mil propriedades rurais. Várias Coordenadorias Regionais do Instituto apresentaram um índice expressivo de vacinação, algumas chegaram a alcançar 99,8% do rebanho no total.

Para o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, um rebanho sadio abre as portas para o mercado externo e repercute na economia do estado. Dessa maneira, o IMA exerce com empenho e importantes parcerias com os produtores rurais e a iniciativa privada, a vigilância sanitária que inclui a fiscalização das propriedades, dos rebanhos e do trânsito dos produtos de origem animal. Aliado a isso busca constantemente orientar os pecuaristas sobre a importância da vacinação dos animais contra aftosa neste momento.
 

Estratégia e avanços

Nesse primeiro semestre, alguns estados realizaram palestras e reuniões para se discutir os requisitos, as estratégias e as opiniões de autoridades sanitárias e de entidades de classe sobre as próximas etapas do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa – PNEFA.

Para Altino Rodrigues Neto, o status de área livre de aftosa sem vacinação depende de vários fatores, entre eles a aceitação por parte do setor privado e de suas lideranças.

Segundo o diretor do IMA o ideal é que o processo de suspensão da vacinação seja feito por territórios. Para ele, a conquista individual acarreta um sério problema de trânsito, além dos custos com a vigilância nas divisas entre esses estados e nas fronteiras com outros países que não estão no mesmo status do Brasil. A proposta dele é a de que sejam estabelecidas regiões onde a imunização possa ser suspensa.

A suspensão da imunização de bovinos e bubalinos em alguns estados tem dividido opiniões e gerando muita polêmica entre os produtores e lideranças rurais. Rodrigues Neto sugere uma discussão mais ampla e a criação de um Fundo Nacional de Indenização que permita a implantação progressiva e a manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
                              

Assessoria de Comunicação Social
Instituto Mineiro de Agropecuária –IMA
www.ima.mg.gov.br

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