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Soja: Preços no Brasil sobem junto do dólar, mas são limitados pela estabilidade de Chicago

O dólar sobe quase 1% no início desta tarde de quarta-feira (7) frente ao real e volta a alcançar os R$ 3,15. Assim, apesar da estabilidade das ligeiras baixas registradas pela soja na Bolsa de Chicago, os preços no Brasil lutavam para recuperar parte das perdas observadas ontem. No porto de Rio Grande, o produto disponível era negociado a R$ 73,00 por saca, subindo 1,39%, enquanto no mercado futuro – referência junho/17 – a cotação ia a R$ 74,50, com um ganho de 1,33%.

Apesar disso, os negócios no mercado brasileiro permanecem ainda muito escassos. Os valores praticados no Brasil não encontram espaço e nem força suficientes para reagir aos níveis que sejam atrativos para os sojicultores nacionais. E essa retração vendedora poderia, inclusive, comprometer os volumes exportados nos próximos meses.

“Como os produtores não estão vendendo, há poucas chances de vermos os números destes próximos dois meses se aproximarem dos níveis do ano passado. Lembrando que abrirl de 2016 foi de recorde histórico de embarque mensal”, explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Bolsa de Chicago

A semana tem sido agitada para o mercado futuro norte-americano, porém, o pregão desta quarta-feira é de estabilidade. Por volta de 12h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos recuavam entre 1 e 2 pontos, com o maio/17 – que é o mais negociado agora e referência para a safra do Brasil – a US$ 10,23 por bushel.

O mercado internacional, como explicam analistas e consultores, já se prepara para a chegada dos novos  números do reporte mensal de oferta e demanda desta quinta-feira, 9 de março, a ser divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e os traders ajustam suas posições. Mais tarde, o Notícias Agrícolas traz as expectativas detalhadas para o boletim do departamento americano.

Alguns analistas acreditam que uma revisão na safra da América do Sul poderia pressionar as cotações, enquanto uma baixa nos estoques americanos poderiam dar algum suporte às cotações ou até mesmo provocar um movimento pontual de novas altas.

Do lado da demanda, atenção. Embora ela siga firme e ainda muito presente, as margens de esmagamento na China preocupam os traders. “Não vemos dificuldades da China ultrapassar os 86 MTs importadas este ano”, diz o último relatório da AgResource Brasil. Porém, eles chamam a atenção também para as margens.

“As margens de esmagamento chinesas continuam em queda (menor nível dos últimos 8 meses) com as recentes baixas na demanda por farelo de soja na China. No entanto, empresas importadoras não desaceleram as compras, com expectativas de que o mercado de proteínas animais voltará a aquecer nas próximas semanas, alavancando os preços dos derivados da soja”, informa a AgResource.

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