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Clima é a maior preocupação da agricultura no primeiro trimestre de 2014, diz relatório da OCB

As condições climáticas são, de forma isolada, a maior preocupação para agricultores e pecuaristas consultados no primeiro trimestre de 2014 para elaboração da Sondagem de Investimentos. O levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) foi divulgado na terça, dia 27/5.

Na comparação com os três últimos meses de 2013, o porcentual de agropecuaristas que apontaram o clima como o maior problema do negócio saltou de 46,8% para 82,2%, seja pelo excesso de chuvas que ocorreu no Mato Grosso, seja pela seca observada em importantes regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste no início do ano, segundo a pesquisa.

O relatório das instituições ressalta que é importante observar que todos os itens mencionados na sondagem anterior se repetem na atual, embora com níveis de preocupações diferentes, de acordo com o momento em que se encontra a safra.

A alta incidência de pragas e doenças aparece em segundo lugar (apontada por 30,4% dos entrevistados no primeiro trimestre do ano), seguida pela a falta de trabalhador qualificado (22,5%), pelo preço de venda do produto (22,2%) e pelo aumento do custo de produção (20,8%).

Investimentos

A sondagem também questiona quais investimentos adicionais os entrevistados pretendem fazer para lidar com os problemas mencionados anteriormente. Para enfrentar a maior ocorrência de pragas e os elevados custos de produção, a pesquisa observou a forte intenção de investimento em tecnologia e custeio. O porcentual de agricultores que planeja investir neste segmento avançou de 52,7% para 63%, na passagem do quarto trimestre de 2013 para o primeiro trimestre de 2014. Deste total, a maioria deve investir no controle de pragas e em sementes mais produtivas.

Na lista de prioridades dos produtores agrícolas aparece, em seguida, investimentos em gestão de pessoas (30,0%), com destaque para a formação técnica dos operadores de máquinas e equipamentos. Do total de entrevistados, 27,0% pretendem investir em máquinas e equipamentos, especialmente na compra de tratores e, depois, de colheitadeiras e plantadeiras. Por fim, 21,0% dos produtores agrícolas dizem ter intenção de aplicar recursos em infraestrutura, principalmente em silos de armazenagem e em estradas, benfeitorias e alojamentos.

Já entre os pecuaristas, 61,0% pretendem fazer novos investimentos, a maioria na limpeza de áreas e na nutrição dos animais. O gerente do Departamento de Agronegócio da FIESP, Antônio Carlos Costa, destaca que é preciso considerar os efeitos sazonais apontados pelo levantamento, já que a comparação se dá entre períodos diferentes do ano e, portanto, em momentos diferentes da safra.

Metodologia

A sondagem de investimentos, elaborada pela FIESP e pela OCB, foi lançada em fevereiro de 2014 com dados referentes ao quarto trimestre de 2013. Esta é a segunda divulgação do levantamento, que ocorre simultaneamente ao Índice de Confiança do Agronegócio (IC AGRO).

As respostas são espontâneas e “embora a sondagem de investimentos não componha os resultados do Índice de Confiança, ela ajuda a compreendê-los melhor, já que de certa forma um impacta no outro”, destaca o relatório das instituições.

 

Fonte: Estadão conteúdo

 

 

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